Escritas

TAL COMO PORTA

maurosouza
Dias atormentados
Braços combalidos
Os pés agrilhoados
Axiomas indecisos

De repente a porta
Uno o sem ao nada
Vazio que importa
Como porta calada

A astúcia mundana
Diz: “surda e muda”
Porta de choupana
Frágil, mas sisuda.

Algo tenho a dizer
Ninguém pra ouvir
Porta sem querer,
Sangrar, ou sentir.

mauro