Decreto
João António Palma Ramos
Decreto
Decreta-se,
Amanhã não serei ninguém
Por não ter o teu olhar
Por não ouvir os teus silêncios
Por não poder escutar o calor dos nossos peitos
Amanhã não haverá Pôr-do-sol
E as aves deixarão de cantar
Por estar só, por não suportar estes dias
João Palma Ramos
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