Escritas

Panorâmica da solidão

Frederico de Castro


Uma lágrima muda vagueia pelos
Escombros deste silêncio exasperado
Até se fundir na noite que além tão
Lívida e volátil desaparece dilacerada

Num monograma artístico arquitecto e
Desenho versos banais alimentando a génese
Inicial da vida onde toda a panorâmica da solidão
Se estatela entre a derme de uma caricia balsâmica

Telegraficamente a memória deixa como fiança
Uma saudade eufórica…sem equívocos, apenas
Perpetuada por uma lembrança, fiel e sempre categórica

A poesia que nasce de mim, oferto-a ao mundo
E não mais me pertence pois circula numa brisa telúrica
Embalando a alma num tântrico silêncio quase sulfúrico

Frederico de Castro
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