Escritas

A chuva e o poema

Nilza_Azzi
Chove na madrugada e o sono foi embora,
enquanto a voz do céu escorre pela calha
e a água derretida, um som mais claro espalha
e um galo canta ao longe e diz que está na hora...

Que o dia já começa e a chuva que atrapalha
as lidas da manhã, já está mais fraca agora;
o sol pode varar as nuvens campo afora
e o povo que desperta, esperto se agasalha.

Depois da chuva o ar ecoa ainda mais limpo!
Ruídos de motor mais outros sons garimpo,
enquanto recomeça a chuva mais pesada

e bate no telhado e escorre em enxurrada.
Se, sob o cobertor, meu corpo é um peso morto,
o verso que escrevi é apenas mais um porto.

Nilza Azzi
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