Escritas

O POETA SUICIDA

Cedric Constance
Abro cortes profundos que marcam a pele, 
Ferindo a carne, já tanto cansada dos lamúrios...
Contemplo o sangue rubro que jorra e expele,
O fim anuncia-se entre gemidos e murmúrios.

Minhas dores vertem e escorrem sob o chão,
Impregnadas no meu sangue, já coagulado.
Ao poucos, diminuem as batidas do coração, 
E meus olhos negros e tristes, estão fechados.

Oh, mamãe, me perdoe por ter sido tão fraco,
Mas agora, encontrei a paz que tanto busquei...
Não chore sobre meu cadáver pálido e fresco...

Por tanto tempo andei cego e perdido na vida,
Só em meio as brumas... O amor não avistei...
Deus há de recolher a alma dum poeta suicida...

- Cedric Constance
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Comentários (1)

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rosafogo
rosafogo
2019-01-23

Uma relíquia este poema pranto, a esperança a fugir e escolhos impossível alcançar o tão desejado e nobre sentimento «amor».