Escritas

Lisboa

reguengos
Lisboa,
És cúmplice dos sinais, os meus.
numa saudade de olhos cerrados, os teus.
És ventura, a minha,
maestra da sinfonietta, a tua.
Que me toca, mestiça, num vento que vem do mar.
És Íntima do teu Tejo, também meu.
Das gaivotas que te contam segredos, mas só a ti.
Lisboa vestida, nua , no amor com a saudade, a minha.
Lisboa das luzes, das mulheres, dos amores.
Lisboa mocinha...
eu sou teu como tu nunca serás minha.