Escritas

ORO

reguengos
A noite vai longa,
E sopra um vento vindo do norte, esquizofrénico.
Oro descontido, cumplice de um amor silencioso... túrgido de significados,
De "fodidos" medos...
O de morte
O da morte...

A noite vai longa,
Calórica nas emoções, aguçada de semântica,
Enquanto no meu palácio, quatro olhos puros me focam, se me conectam...
Continuo a ter os "fodidos" medos...
Medo de que a luz se apague,
E que a alma se despegue,
Que eu tenha de fazer uma petição a Deus...
Para que a oração da esperança não tenda a desobedecer-me,
Não me force,
Não me tente,
Não me seduza...