Escritas

ILHA

João Batista do Lago
Ó mar azul que me Ilha
Que faz de mim um Prometeu
Capaz de furtar o fogo
E ofertá-lo aos mortais


Ó mar azul que me Ilha
Oriunda és tu dos Tremembés
És, pois, Upaon-Açu
Que me guarda no útero da grande ilha


Ó mar azul que me Ilha
Sou teu Tupi-Guarani
Elevado a deus Netuno
Enamorado das ninfas e sereias dos lagos


Ó mar azul que me Ilha
Provocas-me tempestades e tormentas
Tornando-me assim Apolíneo e Dionisíaco
Capaz de unir dias e noites


Ó mar azul que me Ilha
E que me transforma em jamaicano
Atravessando noites regueiras
nos labirintos da velha e nova São Luis


Ctba20180727