Escritas

ODISSEIA

João Batista do Lago
dois em mim: sou uno.

e quando me refaço: trino!

do Pai nada sei,

do Filho quisera saber,

do Espírito sou tão-só o demônio.

sou espólio da mansão de mim

vergastado pelas paredes do tempo.

poeira só! Pó atritado do vazio

imenso jogado no buraco negro.

minha cruz tem três madeiros:

pai… filho… espírito…