Sem tempo para brincar



Com astucia a tristeza escancara um
Olhar ainda que meigo e abalado
Tão inocente, tão encurralado

No olhar repousa um algoz silêncio calado
Subtilmente atribulado pela solidão
Transladada numa lágrima quase mutilada

Sem tempo para brincar a inocência escolta
Cada lamento empolado, sempre desconsolado
Tatuando na memória um sonho jamais desvelado

Frederico de Castro
213 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.