Flâmula

Pedro Luiz Almeida
Pedro Luiz Almeida
1 min min de leitura
Latejantes pulsos de ciprestes mastros
Envergados ao vento hasteado pendem
Suas folhas verdes flâmulas destas matas
Em que a lenha do forno do pão que assa

Vira na brasa e o perfume que irradia
Incendeia com cheiro de fumaça
O pio do quero-quero que o território marca
Inspiração que vai e vêm como vento além

Assanha a mente em versos na alma
De querer sempre o bem do presente
A enxada afiada preparada

Para a labuta da roça na invernada
Catando abrolhos dos brotos
Desta vida peregrina calejada

Pedro Luiz Almeida
542 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.