Escritas

CANÇÃO DA CHUVA I

Pedro Paiva
Chove chuva no coração árido
de minha Altos querida!
Regando as barbas do velho Surubim,
leva na enxurrada rios de vida!
Pelos campos e plantações,
por vales e grotões
o líquido de vida escorre.
E o sertanejo impávido,  valente
vendo a chuva cair, alegre, ele sente
a esperança renascer.
Com fé, finca a enxada no chão
e a mãe-terra feliz, sorridente, 
vai retraindo o dorso
e abrindo o ventre
pra receber a semente
do novo amanhecer!

 

 

 

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