Escritas

CINZAS E MIRAGENS

Pedro Paiva
De repente, tu me abriste o peito.
E eu, por amor, te deixei entrar.
Tomaste conta de todo o meu corpo
e, desde então, me ensinaste a amar.

Bem de mansinho foste domando
no meu peito um coração selvagem
que, sem perceber do amor as armadilhas,
correu atrás de uma simples miragem.

Veio, então, a curva senoidal do tempo!
Sentindo os espinhos ferirem-me o peito,
eu me resguardei para não chorar.

E pra alívio da dor e atroz  sofrimento, 
nas cinzas deste amor desfeito, 
eu me matei para nunca mais amar!

 

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