CINZAS E MIRAGENS

Pedro Paiva
Pedro Paiva
1 min min de leitura
De repente, tu me abriste o peito.
E eu, por amor, te deixei entrar.
Tomaste conta de todo o meu corpo
e, desde então, me ensinaste a amar.

Bem de mansinho foste domando
no meu peito um coração selvagem
que, sem perceber do amor as armadilhas,
correu atrás de uma simples miragem.

Veio, então, a curva senoidal do tempo!
Sentindo os espinhos ferirem-me o peito,
eu me resguardei para não chorar.

E pra alívio da dor e atroz  sofrimento, 
nas cinzas deste amor desfeito, 
eu me matei para nunca mais amar!

 

3 940 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.