Perpendicular à luz
Frederico de Castro

Sem esquemas na memória suprema
Abrevio cada fonena neste poema
Colorido e alimentado pelo quociente
Omnisciente de sons infecciosos e ebulientes
No apótema deste teorema traço um polígono
Regular que vai daqui à perpendicular de
Silêncios verdadeiramente supremos
Tendenciosos axiais e quase blasfemos
Sem tremas a solidão reinventa-se
Deixando uma sequela de matemáticos
Desejos calientes a marinar no caleidoscópio de
Cores emolientes, carismáticas…tão prescientes
Frederico de Castro
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