Incidência

Há tantos amores  no mundo, 
Arraigados em seus corações confessos, 
Despojados de si em razão do outro, 
Feitos flores e frutos, 
Amadurecendo entre as estações da vida. 
Há tantas juras de amor quanto o ódio, 
Seres envaidecidos em suas certezas, 
Viés da morte em discursos vazios, 
Apontando a espada ao próprio peito, 
Digladiando com seus demônios interiores, 
Enquanto vomita insanidades. 
Há tantos rumores que o homem anda perdido, 
Buscando fora de si o que dentro está, 
Bússola invisível da alma, 
Ponteiro certeiro do tempo, 
Mostrando a direção sob os vendavais, 
Emanações humanas controversas, 
Herança das civilizações perdidas.
195 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.