Na ruela da solidão



Na ruela da solidão esconde-se uma hora
Impaciente…tão pressionada, deixando em
Conluio este gomo de luz que brota na noite
Agora aprisionada

Na ruela da solidão pavimentam-se ausências
Reconstroem-se palavras sem reticências
Espicaçam-se desejos gemendo com mais eficiência
Ali onde mora a esperança gritando com tamanha evidência

Na ruela da solidão escorre a vaidade efémera e
Tão contundente, subjugando a manhã que se estira
No palco da vida escondida na coxia deste tempo decadente

Na ruela da solidão rabisco um verso absurdo e colidente
Esboço até um silêncio que avivo num sorriso concludente
Rodeado de (im)previsíveis beijos deixados ali por acidente

Frederico de Castro
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