LAMENTO E ALENTO

Cai tenebrosa escuridãosobre a terra que piso; Há, um certo conforto em minha pisadura,e nem sinto os meus pés tocarem o chão. À frente nada vejo,se não névoas curvas; Alguém não sei ao certo dizer, me acalma e me apaga a visão, para que eu não tenha medo das névoas,e nem tão pouco da escuridão. O corpo não cansa,não para; Sinto acelerado o coração; O sono não vem,nem após os soníferos; Ele, não sei dizer quem,sabe do que preciso. Para ver o meu milagre,de dormir não necessito..... Sem tropeços,caminho em estradas turvas; Isso fortalece meu desejo de cura. Mantenho-me de pé sem temer a cegueira; Tua força me guias desde a dor primeira.... Tenho a escuridão como companheira? A dor dilacerando o ventre,não me chega ao coração; Por mas que se tente,mantenho-me forte,como um tenente; Armaduras me revestes,faço da dor a minha proteção; Prolonga ainda mais meu sofrimento me tornando imortal? Não sei ao certo responder,estou fora do meu normal. Noite...e depois noite...e noite de novo; Cada dia se faz um renovo; Me pergunto:Porque há mais dias,nem sóis,nem luz? E esse feixe de luz que sinto seu moço? Há na mente um grande alvoroço...e essa voz que eu ouço? A alma pesada e o espiríto gemendo; E essa voz que não compreendo; Oque queres então me dizer? A mente agitada, um barulho infernal; Isso não me faz te ouvir,mas te sinto afinal! O ventre dilacerado....a dor corroendo o âmago; Mesmo assim tenho forças para lutar,ainda sofrendo; Meu corpo está doendo... Minh'alma está doendo.... Doendo...doendo! Mas a voz de DEUS está me dizendo: Eu sou teu bálsamo,teu unguento,eu teu DEUS te entendo...e cada lágrima eu vou sorvendo!(MEU REFRIGÉRIO EM TI CHEGARÁ!) Eu vou te curar... Eu vou te curar...
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