Em branco

Em branco

 

A ponta da caneta que bate

Inquieta sobre a folha de papel

Entediada sempre das mesmas palavras

Sem encanto, quase um cobiço

Ultrajada de meus sentimentos

Quadrados e limitados

Forçosamente robotizados

Não diz a verdade

Tão pouco ter cores variadas

Tédio na cor azul

Entre rascunhos de uma vida que não se viveu

Cansada traça garranchos

Lança palavras sem compromisso

Não existe confissão, malas ou viagem

Apenas a mão cansada

Privada de ser tocada
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