Uma colher de ilusões



A noite chega de mansinho em colheradas
De solidão fumegando com imensa emoção
Até coabitar na imutabilidade do tempo
Que se pôs em fuga…numa outra dimensão

Repetitivos e dissonantes os sonhos vegetam
Encastrados numa pluviosa sonoridade, além onde
Os aguaceiros despencam felizes e cheios de serenidade
Até que exaustos se afoguem com plena amabilidade

A noite apaixonada desperta odores poéticos e aveludados
Desenha no altar do amor uma luminescência cordata, até
Tragar cada gomo de luar que se ergue nesta escuridão tão grata

Trago as mãos sedentas de palavras que escrevinho a eito
Arquitecto-as a meu jeito, revivo-as sem ser insuspeito e depois,
Enfeito-as colorindo a vida fluindo, fluindo a preceito

Frederico de Castro
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