Escritas

Norte ao norte

Souza Gomes
Norte, a própria sorte, morte.
Mas, com tanto porte e forte?
Note, anote, denote e conote
que, sem aporte, não tem norte.

Quem sabe um dia apareça
e faça valer a crença
de quem um dia foi honra e força
mantendo a esperança e o fim da matança.

Caso contrário, aguarda a guarda
que novamente virá, açoitará e levará
às barcas a tribo toda amontoada.

E aí sim se findará
a história pouco contada e escutada
do Ajuricaba, que nem acabará ou começará.



Souza Gomes