Escritas

O Vírus do silêncio

Frederico de Castro


Dormita agitada esta noite reemersa num
Silêncio, fraterno e extasiado
Acalenta os disjuntores da solidão electrizada
Qual elo fraterno fenecendo electrocutado

Ostento num sonho espevitado uma lacerada
Ilusão quase contrafeita…quase corriqueira
Oh, intima e explosiva emoção que sublime
Te bamboleias entusiasmada e batoteira

Com um olhar distante e sobranceiro ouço o
Pestanejar da noite que chega fofoqueira, saudando
A grandeza das palavras snifando sempre perdigueiras

De não querer mais despedidas disto-me no tempo
Deixando a saudade fluindo à deriva, pelo vírus deste
Misantropo silêncio rebelde, favorito, digno de um piropo


Frederico de Castro
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