SONHOS BRANCOS!
Que importa
os grandes sonhos brancos
ou os buraco em que
te enfiaste,
que importa
os novos e oníricos alvoreceres
ou as horas semiapagadas
de tuas noites insones,
que importa
as alvas repetidamente regozijadas
ou os fiapos negros caídos
da boneca de trapos,
que importa
a boca, o grito, a oração,
o assovio, o canto insalubre
e o triste choro,
que importa realmente
qualquer coisa, se de teus fautos
céus e de tuas avessas
senciências,
foram previstas
inevitáveis e inexoráveis chuvas
de pedras, a marcarem as fatalidades
e os imensos vazios
de tuas insanas fluorescências
cegas?
os grandes sonhos brancos
ou os buraco em que
te enfiaste,
que importa
os novos e oníricos alvoreceres
ou as horas semiapagadas
de tuas noites insones,
que importa
as alvas repetidamente regozijadas
ou os fiapos negros caídos
da boneca de trapos,
que importa
a boca, o grito, a oração,
o assovio, o canto insalubre
e o triste choro,
que importa realmente
qualquer coisa, se de teus fautos
céus e de tuas avessas
senciências,
foram previstas
inevitáveis e inexoráveis chuvas
de pedras, a marcarem as fatalidades
e os imensos vazios
de tuas insanas fluorescências
cegas?