A parte pelo todo

Ah, Estou farto!
Tenho a própria fabrica de balas em cima de mim, mas não consigo comprar uma!
Para realizar os sonhos dos que dormem sobre mim, 'carteiradamente' condenado estou a não dormir! - mas se eu tivesse um canudo poderia - e balançando
o rabinho - acordar cedo! Cedo: que é pra não dar tenho para sonhar!

Já não quero ter nem olhos de tanto ver o que querem que eu veja. Mas tenho que ter olho! Porque se não, quem vai pilotar seus aviões carregados de júbilos!


Estica-me um braço os donos, e o outro suas marcas e prazeres! E assim como um cordeiro a quem ofereceram um sacrifício tolo, ainda sustendo na cruz de minha força suas ciências e filosofias!
E eu nem reclamo e eu nem reclamo reclamo:

As vagas de hoje tem velocidade 3G e nem levam mais o marca de seu dono no couro!
O vaqueiro também mudou: usa terno e gravata e alguns têm ate carrego! Mas a marcar, indelével marca, a dor de ser propriedade e nunca dono de propriedade, essa marca ele tem na sua carteira de trabalho.
Olha o bonde... Perdi-o!
Olho o Senhor senhor senhorizando no seu ultra carro com faróis de luzes de galáxias!
- Senhor, Senhor!
Viu-me?
Não viu?
Não me viu! Seu carro estava rapidíssimo e de farol ligado!
Mas os miseráveis são Eles! Porque quando roubaram a minha vida não quiseram pagar por minha Bosta...
- só porque fedia!
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