Fuga do Poema
Danilo de Jesus
Que o direito de amar e o Cordeiro
me deram,
Colho um Amor.
Tomo um café gostoso, mas de tão
quente queima-me também a esperança.
– Saboreio o domingo de folga enquanto ele não
acaba... Mas espero mesmo em Deus!
(foge-me o poema da alma, como as almas fogem do cemitério!).
No meu peito á pouco liberto,
Meu medo é acolher, com desgosto,
a desesperança...
Sem aceitar, vestir qualquer roupa
Que as pedras no caminho me deram.
Meu medo e usar qualquer destino,
menos o meu.
E ser peregrino de meus sonhos
Em terras que outros Reis realizam os seus.
É ser o que situações me moldem
E não o que foi – ordenado! Na estrutura.
Acabou o café!
Já não bastam minhas asas curtas
E o pouco tempo que me sobra pra voar,
Por uma pequena migalha salarial no fim do mês
Feito Rato ainda me fazem rastejar
A raiva e tanta que o poema era
sentimental!
Mas tenho que desligar a luz
Se não eu não consigo pegar a
conta no final do mês
A vida seria perfeita!
Sei eu conseguisse escrever no escuro
Como sofro!
me deram,
Colho um Amor.
Tomo um café gostoso, mas de tão
quente queima-me também a esperança.
– Saboreio o domingo de folga enquanto ele não
acaba... Mas espero mesmo em Deus!
(foge-me o poema da alma, como as almas fogem do cemitério!).
No meu peito á pouco liberto,
Meu medo é acolher, com desgosto,
a desesperança...
Sem aceitar, vestir qualquer roupa
Que as pedras no caminho me deram.
Meu medo e usar qualquer destino,
menos o meu.
E ser peregrino de meus sonhos
Em terras que outros Reis realizam os seus.
É ser o que situações me moldem
E não o que foi – ordenado! Na estrutura.
Acabou o café!
Já não bastam minhas asas curtas
E o pouco tempo que me sobra pra voar,
Por uma pequena migalha salarial no fim do mês
Feito Rato ainda me fazem rastejar
A raiva e tanta que o poema era
sentimental!
Mas tenho que desligar a luz
Se não eu não consigo pegar a
conta no final do mês
A vida seria perfeita!
Sei eu conseguisse escrever no escuro
Como sofro!
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