Pelas artérias da noite
Frederico de Castro

Languido como uma onda esperançosa evoco na
Madrugada, um incoercível silêncio que sangra
Rastejando pelo lajedo deste tempo tão passível
Num empíreo momento de solidão passou a morar na
Minha memória uma desconsolada e lauta escuridão deixando
Nas artérias da noite amarar um concupiscível breu em reclusão
Repousa nos braços da manhã revigorada e indiscernível
Flácidos beijos, condecorando a cidadela dos prazeres onde
Estanco com caricias esta ilusão inflamada e incorruptível
De perpetuidades e desejos ardentes revela-se este sonho
Drenado com memórias espontâneas, qual fadário momento
De solidões interligadas…inexoravelmente excomungadas
Frederico de Castro
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