Frente ao espelho

Como dominar tudo que sou?

Se toda emoção é independente

Meu livro de poemas queimou

Apenas cinzas da minha mente,

 

Quem sou na frente do espelho?

Seria um estranho ou conhecido?

Preciso de qualquer conselho

Pra este demônio ser contido,

 

Devaneio esquizofrênico

Com o corpo inquieto

Gritando fico afônico

Sou o próprio antagônico,

 

Minha mente que mente

Sendo cruel comumente

E é mais pútrido

Com seu sarcasmo prepotente,

 

Já o matarei com próprio veneno

Creio que não me resta muito tempo.

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