Luminárias da noite
Frederico de Castro

Decifro num gomo de luz uma insinuante palavra
Ondulando pelas luminescências do tempo divergente
Deixam uma nesga de solidão carente, pendurada nos
Candelabros de uma hora derradeira e tão reticente
Está assim encenada a noite deixando no camarim
Da vida um teatral silêncio quase promíscuo, roçagando
De mansinho por entre ablepsia desta escuridão
Irreplicável e desarmada…em plena oclusão
Frederico de Castro
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