da MORTE, cantata em odes mínimas
ALVARO GIESTA
2.
Desafio-te:
___ vem, hoje, sereníssima e negra
antes que seja tarde; vem, sem medo,
amantíssima vem não sejas cobarde...
desafio-te, oh Morte, antes que sejas tu,
nesse beijo frio que tanto desejas, a impores-me
a minha própria sorte ___ vem, nesta hora.
Aqui de mim, para ti, firmo a minha escritura:
___ assim te imponho eu, agora
que venhas serena mas rudemente te quero
e ao mesmo tempo austera, nesta agonia
ácida, escura e amargamente terrena.
Assim te desafio - vem, não esperes
pelo abraço final que nos há de selar a sepultura.
OPUS, selecta de poesia em Língua Portuges, Temas originais, Coimbra, 2018
Desafio-te:
___ vem, hoje, sereníssima e negra
antes que seja tarde; vem, sem medo,
amantíssima vem não sejas cobarde...
desafio-te, oh Morte, antes que sejas tu,
nesse beijo frio que tanto desejas, a impores-me
a minha própria sorte ___ vem, nesta hora.
Aqui de mim, para ti, firmo a minha escritura:
___ assim te imponho eu, agora
que venhas serena mas rudemente te quero
e ao mesmo tempo austera, nesta agonia
ácida, escura e amargamente terrena.
Assim te desafio - vem, não esperes
pelo abraço final que nos há de selar a sepultura.
OPUS, selecta de poesia em Língua Portuges, Temas originais, Coimbra, 2018
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