Escritas

Que pena...este silêncio

Frederico de Castro


Desabito o tempo esvoaçando pra longe
Até que, sem pestanejar a ilusão elegante
Sacie este silêncio de cetim quase ludibriante

Empresto à carcaça das horas conciliadoras
O esqueleto da esperança onde se equilibram
Sonhos férteis e palavras mais apaziguadoras

Que pena…este silêncio tão caluniador
Fertilizado num quântico momento galanteador
Deixando a parasitar cada verso sempre escrutinador

Fica somente por envernizar esta noite assustadora
Onde os ais e lamentos se asfixiam conspiradores
Limando cada aresta a milhões de desejos regeneradores

Frederico de Castro
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