Escritas

Um breve romance no bosque

nana_tine

Cheiro de grama umedecida com águas cristalinas dos céus, luzes irradiando nossos olhos até tornar nossas pupilas minúsculas. Brilhos incandescentes junto de uma bela melodia saída de um alaúde e flautas bem tocadas por elfos. Nossos olhares cruzam-se incontáveis vezes durante toda noite, dançando de forma festiva como fazem os sátiros, nossas palmas se encontram finalmente após tantas voltas no círculo mágico. Você transmite calor com toque de suas mãos e sinto um percurso de ternura correndo por minhas veias, causando-me arrepios, o perfume vindo de seus escuros cachos inebriam-me. O rubor toma meu rosto e você sorri. Não dissemos nada, apenas prosseguimos a rodar ignorando qualquer sinal de troca saído do alaúde, o som tornava-se cada vez mais imperceptível a nossas peculiares e pontiagudas orelhas. Você sorri e então escorrega seu polegar a meu pulso, esperando permissão para prosseguir; assenti e as costas de suas mãos pousaram sobre a maçã de meu rosto, que queimava como uma estrela que arde por seyfert, fecho meus olhos ao toque e você sussurra em meu ouvido “vendë lissë” (doce donzela). Sorrio, e então sinto o sabor de pitangas e morangos quando você enfim toma meus lábios.

 

 

histórias élficas.