Escritas

Amor absolutista

Frederico de Castro


No descampado na noite floresce um
Breu nefasto tão pessimista, lesando uma
Caricia que ficou senil e quase autista

No vão do tempo perdura uma hora grávida
Tão espiritualista demarcando as fronteiras
Onde o amor absolutista assim acontece

Partículas de emoções quânticas pululam entre
Ilusões hipotéticas e fantásticas, palpitando além
No panteão das palavras caoticamente mais simpáticas

No langor da madruga germina um verso lírico
Serpenteia na fecundidade deste desejo em cativeiro
Até que adormeça enroscado num subtil afago derradeiro

Frederico de Castro
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