Escritas

EPITÁFIO EM BRANCO

ERIMAR LOPES
Ora, nestas horas de solidão vem a reflexão pela vida que se tem, um pensamento na clausura de tristezas e amarguras por tudo que não convém.

Veja bem, posso ir além, talvez me sinta refém dos sentidos que me guiam a desdém, para sair desta prisão uivando como um cão numa nova direção.

Quem chorou comigo? Ninguém, pois bem. Quem me fez prudente? Tudo de conveniente. Tudo se sentia doente, nos membros a premente incapacitação.

As causas, os motivos de aflições converteram o meu coração ao caminho da razão onde encontrei a solução nestas horas de solidão, refletindo feito um cão sem dono enxotado por quaisquer no abandono.

Ousasse a vida assim sem sentido já teria partido, enchido a lápide de epitáfio em branco como se não houvesse existido, nem morto aos olhos, como se não houvesse nascido.

Porquê vem a sede, a fraqueza, e a fome, somos humanos de carne, certos sentimentos nos consome, se consome, a fraqueza tem sede e fome em nossos corpos e quebra os nossos ossos.
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