Curvilínea
Frederico de Castro

Teço com os versos uma curvilínea imagem
Enlaçada nos degraus desta vida dopando
O tempo e cada hora culminando tão longilínea
A geometria arisca do silêncio desespera indignada
Ante o axioma destes matemáticos desejos subindo pela
Cartografia das ilusões e da solércia das palavras emancipadas
Arfando com uma euforia fantástica a memória desamparada
Deglute cada gomo de saudade, ainda que indesejada
Absolutamente apetecida, bem urdida e planejada
Com um toque suave e subtil a noite beija a escuridão
Defenestrada lá do trapézio das emoções mais traquejadas
Expiando a fisionomia desta ilusão que delira regozijada
Frederico de Castro
Português
English
Español