A supremacia do silêncio
Frederico de Castro
Com imaginação a luz transcende a escuridão
Repleta de emoções quânticas que batizam o dia
Qual musa dos meus versos latentes e românticos
Já enferma a solidão retoca-se no camarim dos
Meus silêncios atlânticos, afogados além-mar onde
Regurgitam as ondas suas maresias tão aromáticas
Espreguiça-se a manhã, vaidosa, deitada sob um
Manto de brumas deleitosas, até tingir a soleira das minhas
Saudades com coloridas memórias sempre apetitosas
O Outono chegando farto e prenhe de desejos faustosos
Deixa um legado no tempo que reverbera espaventoso
Elevando ao cubo o espectro das minhas emoções mais caudalosas
Em supremacia o silêncio desnuda-se num eco estrondoso
Acorrentando com arte e engenho as palavras charmosas
Abrigando brisas loucas, avassaladas…ah, mas tão garbosas
Invisível e perversa sinto a minúscula hora fugir-me penosa
Semeando perversos lamentos onde crepitam ilusões
Reflorindo toda a esperança impressa numa rima afectuosa
Frederico de Castro
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