Por acaso, quase além de amigos

Lá vai ele de novo,
Sentimentos de um coração tosco,
Querendo e pensando como um tolo,
Pensando ter sido escolhido de novo.

Esqueceu-se dos ferimentos?
Quantos batimentos sofrendo...
Não! Coração tosco e tolo,
Eu não quero sentir isso de novo.

Você me veio de fininho,
Não deixando eu me sentir sozinho,
Quase conquistando todo o meu íntimo,
Como o frio que chega desprevenido.

Então eu fugi, para longe, fugi.
Mas a bondade me fez intervir,
E na amizade eu resolvi insistir,
Quando de novo eu voltei a investir.

Sabemos que não podemos nos permitir,
Pois você é como uma ave rapina,
Um dia no ninho, trinta, perdida.
E não é isso que preciso, sem mentira.

Beijos e abraços trocados com sentimento,
E talvez pudéssemos viver juntos,
Mas permitir tamanha aproximação,
Isso seria total sem razão.
O quanto iria sofrer o meu coração?
Essas dores eu não permito não.

Meu coração é absoluto bobalhão,
Confunde gaviões com amigos,
Enxerga conforto em ninho de espinhos,
Sente amor por ladrões de carinho,
Para no final sobrar um coração arrependido.

Então vamos ser apenas incríveis amigos,
Deixaremos a obra para o grande destino,
Pois ele é bonito, mas também terrível,
Assim como esse sentimento repentino,
Pois eu não posso amá-lo, menino, 
Mesmo quando o meu coração não está dizendo isso.

NETO RIBEIRO
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