Compare

Heinrick
Heinrick
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De nada vale comparar. Comparo.
Mas se o que faz o dia ser tão claro
Se não a sombra da noite escura
Eterna sinergia de lucidez e loucura
Que eterniza versos (descartáveis a qualquer hora)
Do que valeria o nascer do Sol se ele não fosse embora?
Do que valeria escrever se não tivesse o desafio
De ser bom o suficiente para não ser lembrado como poeta vil

Da luz, sabedoria, da qual não ganhei tudo
Da escuridão a força, da qual só me trouxe luto
O luto não me da medo, o real fantasma é uma lembrança póstuma
A luz me deu pouco, mas a escuridão não me deu coisa alguma
Compare o morto, com o poetizador dessa estrofe:
O morto teve um funeral nobre
Eu? Funeral nem tive, só eu me importei com minha morte
Bom... mortos não choram. Morri. Grande sorte.
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