Escritas

MEU AMOR O QUE SERÁ DE NÓS?

ERIMAR LOPES
O que será de nós se um dia meu amor
Nos rendermos aos apelos deste mundo
E ignorarmos o sentimento profundo
Que surge repentinamente em clamor?

De levar-nos à loucura ao que buscamos,
No prazer por prazer nas noites insanas,
Somos bacanas, e no outro dia aturamos
A dor da sutura que cose feridas ufanas.

Que sangram o invisível, e o que é visível
Não é plausível às nossas almas descrer,
Uma depressão aguda, muda e horrível
Que desperta o desejo de agonia: morrer.

Mas de repente uma voz que era ausente
Ouve-se no ambiente por todos os lados,
Nos recobrando memórias dos passados,
Encerrando o nosso choro que é recente.

Nos dando a razão para sermos sábios,
Nos livrando dos laços e abraços hostis,
Dos casulos do medo e dos opróbrios.
O que será de nós se formos ignóbeis?
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