Desamparadamente



Esvoaçando o dia remanesce encabrunhado
Massajando suas plumagens a cada gomo
De luz absolutamente definhado

Com seu manto sagrado a solidão
Agiganta-se em todos os sincronizados
Suspiros que nos embebedam mais hostilizados

Deixem-me congratular a noite que murcha
No meio desta escuridão tão desumanizada
Absolvendo cada prolífica hora morrendo insubordinada

Com tanta inclemência o tempo apodrece ao fossilizar
Todo este silêncio profuso, hostil, quase eternizado,
Mitigando meu lamento que cai além de bruços...estatelado

Frederico de Castro
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