IGNOTO AMOR
ERIMAR LOPES
Nas fendas das tendas imagino oferendas de dilacerar meu coração. A minha vida, um amor sem pudor de engano e traição.
Que ri e que zomba e não se assombra pois não tem temor. Que criatura é essa que não se vexa com nenhum rumor, que mente e que finge como um falso pastor.
Que deita na cama e diz que te ama com todo valor. Que os pés se apressam e sem vacilar, não tropeçam.
Que revolve na lama se imunda e te chama sem fazer drama. Desnuda nas noites recebe os açoites nos becos de clausura, seriam tão apertados e desapropriados se houvesse candura.
Sempre volta pra casa escondendo as marcas e o odor que fica, por tantas aventuras que se explica e não justifica.
Que aos meus olhos ignoto é, nem por outras bocas há manifesto, desvendá-lo somente pela fé.
Que ri e que zomba e não se assombra pois não tem temor. Que criatura é essa que não se vexa com nenhum rumor, que mente e que finge como um falso pastor.
Que deita na cama e diz que te ama com todo valor. Que os pés se apressam e sem vacilar, não tropeçam.
Que revolve na lama se imunda e te chama sem fazer drama. Desnuda nas noites recebe os açoites nos becos de clausura, seriam tão apertados e desapropriados se houvesse candura.
Sempre volta pra casa escondendo as marcas e o odor que fica, por tantas aventuras que se explica e não justifica.
Que aos meus olhos ignoto é, nem por outras bocas há manifesto, desvendá-lo somente pela fé.
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