Escritas

PLEBEU SONHADOR

ERIMAR LOPES
Como um perfeito plebeu sonhador não posso olhar nos teus olhos se não tem por mim amor, se tem não manifesta gratidão ante tanta servidão de um frágil coração.

Como podes ser assim tão fria e insensata, tuas atitudes são rudes e quase mata todo amor que há em mim, afeição, pureza, impossível sufocar sua beleza.

Quisera eu um dia te tocar, por milésimos de segundos suportar a emoção tamanha em te beijar, sentir teus lábios e num breve sussurrar, quatro fonemas entoar.

Como acreditar seguramente que podes ser minha amada, que podes me querer se tropeças em mim e finge que não vê, nem se escusa, me ignora, se verazmente da culpa me acusa.

Por que faz-me sofrer assim por querê-la tanto, implorando por notórias percepções de quem ama, tanto doces quanto amargas e, tão sobre as minhas ilhargas não alivia as minhas cargas?

Nem considera o pranto vertido por um santo ante a flecha algoz, deixado para sucumbir-se a sós no vazio da morte calafrio, assim fatidicamente meus nobres sentimentos serão levados aos ventos nas catadupas dum rio.
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