Escritas

AMANTES

ERIMAR LOPES
Amantes! Como satisfazem aos caprichos de outrem, como se subjugam aos perigos das coloridas aventuras em quadros negros de profundas amarguras.

Ah! Sem medos, quantos segredos escondem os desejos dos amantes: mentiras, falsidades tudo em um teatro protagonizado por renomados atores e meros coadjuvantes.

Sei que são ignorantes, como são! Bestas alienadas, malfadadas, arrogantes. Nos encontros às ocultas em seus labirintos, se entregam às loucuras, nas doçuras, nas fantasias realizam seus instintos.

Duradouros ou brevemente, muitos são os prementes rompimentos dos elos dos matrimônios sólidos, decorrentes dos extras conjugais relacionamentos de infiéis casais.

Amantes que me intrigam vossas sortes, pois poucos são os casos de mortes nesse ofício - vício atribuído aos insensatos, pois trata-se de assaltos na sabida alma desamada, vilipendiada, mataria por nada.

E assim segue a vida dos amantes, com ou sem remorsos, sempre envidarão esforços, pois a cobiça nunca cessará por um novo caso que virá, olho faminto, a carne e os desejos, mesmo que os outros beijos amarguem feito absinto.

Ipatinga, 09/08/2018
Erimar Lopes.
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