Ponto de luz
Frederico de Castro
- para Sara
Enquanto a luz se espreguiça no leito do
Tempo mais além assoma a madrugada
Alcatifando toda a palavra perplexa e flagrada
Num pontinho de luz se insinuam beijos
Abrasadores...bem atarraxados deixando um
Lasso desejo, quase bárbaro...bem sentenciado
Na prole dos lamentos mais lívidos e relaxados
A leda manhã abençoa um suspirante gomo de luz
Que renasce desleixado, mas soberbo e apaixonado
Em tons selváticos desperta uma caricia feliz
Espargindo pelos cílios do tempo um pátrio eco onde
Propícios sorrisos agora adormecem sem suplícios
Frederico de Castro
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