Escritas

SAÍSTE PEREGRINO

Paulo Sérgio Rosseto
Porque saíste, aprendiz, peregrino
Milênios afora em viagens cominadas;
Porque andaste os cinco montes
Nos desertos da alma desertora;

E aprendestes vislumbrar por nada
Os percalços da aridez solidária
Nas colunas da sobriedade
Nas vicissitudes das solitárias dunas
E nos anseios foscos da humildade;

Nas vigas ocas da retidão, vigilante
E sabedor das regras apreendidas
Nas leis do teu árduo oficio;

Porque aceso está o cerne nas bordas e pontas
Da magnânima fumegante estrela
Na labuta, lide, meta, anseios em tuas veias
Batuta maestra que rege esta inefável orquestra;

Entre os fios da prata da espada
Dos cinco instrumentos ímpares
Da construção do teu edifício

- Na régua da exatidão desmedida
No círculo exato da tua essência
No lábaro veredito da caminhada
E em tudo que concerne o anteparo
Da pedra por fim esmerilhada
Em seu compasso medianeiro...

Segui, pois, companheiro
Onde tua vida é tua própria guia
A retilínea jornada
Não nem nunca solitário
Mas em tua única e serena companhia!
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