Escritas

UM SONO PROFUNDO

ERIMAR LOPES
Quisera eu dormir um sono profundo, mas não o sono da morte, este aínda é muito forte, entretanto um sono profundo paralelo a este universo do mundo.

Um sono fora dos vivos, mas não junto aos mortos, fora das bocas cheias de dentes com os sorrisos falsos, das mãos que acariciam e armam laços.

Longe dos olhares e discursos altivos coisas típicas dos vivos, pois aos mortos não resta altivez, tampouco nas coisas concernentes aos vivos acurada lucidez.

Um sono profundo fora da aluvião das gentes que estão crentes na bondade dos povos, que cessarão com a fome e surgirão na terra como renovos.

Melhor dormir profundamente e não acordar, se o Sol te molestaria teve muita sorte, de não haver nascido e aberto os olhos para não contemplar o sono da morte.









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