MANHÃ DA INFÂNCIA

Névoas flutuam no campo,

Por onde passo devagar.

Meus olhos voam

Pelas aragens frias,

Onde o gado começa a pastar

E os pássaros a cantar.

Abro com cuidado a porteira,

Na sua densa madeira,

Que se põe a ranger.

Os arbustos brancos de geada,

A neblina muito gelada

E minha mão a tremer.

Indo para a escola

E aprendendo no caminho

Que a natureza

É a melhor escolha.

Na trilha de terra batida,

Em busca de mim mesmo,

Sigo a trajetória

Que, talvez um dia,

Me leve à glória.
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