Escritas

Diversos

oldemiro

Eis que a morte me leva,
Mas a morte me é suave
E o silencio me sucumbe
O vazio me invade
E o nada me faz existir
O não Ser me traz ao vazio
E dentro de tudo , me torno o nada
A Vida, A Morte, E o vazio?
Me dou conta do nada
E me torno
O EU
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Mereço
Será que mereço tudo
Ou mereço o pouco de nada
Não mereço tudo
Mas também não mereço o nada de tudo
E tao pouco o tudo do nada
Tao somente mereço o tudo de mim
O Eu que procura o tudo dentro do nada
E o Mim que não sabe
De tudo e nem de nada.
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Eu e o Nada
Na Ambiência da noite
Me apego na pena
Sem pena
Mas na nostalgia
Encontro um soluço alegre
Me alegrando triste
Sendo Ser sendo
E sendo o Ser
Nostálgico
Procuro esse Ser
Encontro quem?
Encontro o nada
Me sufoco no Ego
Mas ele não existe em mim
Estou a procura?
Me indagando pelo o Eu que fui
Mas me acho dentro de mim
Um Eu sem Eu.
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A Vida
A Noite me clama
E tudo me incendeia
Na madrugada me calo
Me acordo ouvindo a luz
E tantas vozes aludam
Com o amor a sorrir
Mas a paixão me ilude
E eu sedento de tudo
Me sofro com o dia
O Sol me alegra
Com o dia me recordo
A noite cai
A realidade é me difusa.
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ADEUS
O vazio me devasta
A saudade me invade
O amor é forte
Sozinho na minha solidão
A tristeza me é infeliz
A alegria foge
Tudo é confuso
O futuro já não é amanha
O presente é cada vez mais ausente
O passado na dor do recordar
Sendo o existir o adeus
ADEUS?
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NOITE
Na Noite sou sempre triste
O cantar do luar me nina
O cantar do meu peito me adormece
Me durmo com o coração
E Acordo com ele dormindo
Levemente
Acordo com ele ,dormindo
Dorme, dorme
Que seja sempre assim
Sem o pecar do Amor