Escritas

NA TEIA DE ARANHA

ERIMAR LOPES

Macia, suave, aconchegante, muito empolgante, tudo isto enquanto dormia, mas quando me despertei descobri que estava na teia de aranha todo envolto de artimanha. Sem me desesperar pensei como faria para me soltar, sabendo eu que se fizesse muito esforço iria me esgotar, tendo que escapar antes mesmo que o aracnídeo viesse me sugar. Tudo sentido figurado, pois quando expressar a verdade compromete a felicidade tudo fica modificado e nos vemos enredados em demandas sem respaldos. Sentimo-nos fracos por momentaneamente aceitarmos as teias nos envolucrar, mas lutamos para sobrevivermos, assim fortalecemo-nos para soltar-nos e novamente erguer-nos, fugirmos da aranha e sua teia rompermos para alcançarmos a liberdade e sermos um novo ser na esperança de encontrarmos quem realmente seja fiel, que expresse a verdade e não seja cruel e, não brinque com os sentimentos deixando um gosto de fel, mas que demonstre arrependimento e mostre um semblante compatível, daqueles que veem na culpa uma esperança plausível para se redimirem dos erros e da hipocrisia, que engodam o espírito e deixam a alma vazia sem expectativa de perdão, mesmo sabendo que a mão que com todo carinho afaga, tendo a chama que não se apaga do fogo consumidor, que tem todo o amor para sucumbir toda a tristeza e dor, e limpar o coração desviando-o da perdição, com oferendas de perdão e verdadeiro galardão.

Erimar Lopes.
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