A bordo da solidão
Frederico de Castro
Fiz uma resenha de palavras debruadas
E embebedadas de prazer deixando uma
Curvilínea hora a circundar o tempo remendado
Com ciclos de desejos tão enamorados
A bordo das tristezas navegam meus lamentos
Engodados pela saudade nunca antes blindada
Mas reaberta à memória tecida em cada holocausto
De prazer bem fecundado
Ah, se pudesse sedava a solidão com beijos
Nunca antes deslindados até que toda a alma
Se refugiasse num dedal de caricias tão aveludadas
Afrontava a noite antes dela morrer sequer num
Gomo de escuridão senil e malfadado deixando as
Agruras deste silêncio, fluindo, fluindo bem salvaguardados
Frederico de Castro
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