Rumores da chuva



Arde o poente inflamado de cores enfáticas
Ignifica-se a madrugada deixando um rasto
De luz animalescamente fantástica

Com artesanais silabas desenho este poema
Embebedado com rimas enigmáticas refractando
Mil luminescências caindo na escuridão emblemática

Nos rumores da chuva escuto a pluviosidade do
Tempo tempestuoso, atulhando meus ais que
Decoram toda a solidão sempre entusiástica

Devoro todo este silêncio que povoa a mente
Qual úbere onde sugo memórias estanques e apáticas
Vidradas num boreal momento de fé tão carismática

Frederico de Castro
291 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.