Rumores da chuva
Frederico de Castro
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Arde o poente inflamado de cores enfáticas
Ignifica-se a madrugada deixando um rasto
De luz animalescamente fantástica
Com artesanais silabas desenho este poema
Embebedado com rimas enigmáticas refractando
Mil luminescências caindo na escuridão emblemática
Nos rumores da chuva escuto a pluviosidade do
Tempo tempestuoso, atulhando meus ais que
Decoram toda a solidão sempre entusiástica
Devoro todo este silêncio que povoa a mente
Qual úbere onde sugo memórias estanques e apáticas
Vidradas num boreal momento de fé tão carismática
Frederico de Castro
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